Fotografia & Estilo de Vida

O Skate Como Ele Sempre Foi + Converse + Belo Horizonte

Publicado em Cinema, Cultura, Esportes por Juliano Sacramento em 17 outubro, 2009

As vezes me perguntam: “Que lance é esse de twitter?”. E eu respondo: Olha, o twitter é uma ferramenta bastante útil, que só depende da sua capacidade. Capacidade de agregar conteúdo, fomentar a troca de idéias e de seguir pessoas interessantes que fazem a mesma coisa. E foi num twit do meu amigo Bernardo Biagioni ( que por sinal, é quem assina o blog Tempos Estranhos, onde publica suas viagens literárias e relatos interessantíssimos de uma vida On The Road) que eu tive conhecimento desse curta.

Entitulado “O Skate Como Ele Sempre Foi”, o filme apresenta skatistas da cena nacional, de maneira pura e objetiva:

“Os skatistas Biano Bianchin, Daniel Crazy, Jay Alves, Carlos Ribeiro e Renato Souza foram para Belo Horizonte com um só objetivo: mostrar o skate como ele sempre foi, sem competições e sem estrelismo, apenas com atitude e humildade.”

Com captura e edição de imagens bastante interessantes e trilha sonora de qualidade, esse curta me remeteu a produções gringas, tal como a introdução do Fully Flared e mostrou que a galera aqui não deixa por menos não. Sempre que vejo produções nacionais desse nível, eu fico empolgado. Ainda mais quando ela se passa em locais muito próximos a você. É sinal de que a gente é tão bom quanto a galera lá de fora, mesmo com recursos limitados e leis de incentivo a cultura um tanto quanto burocráticas.

Os rolés aconteceram em picos já antigos e famosos de BH, como o bowl do Anchieta, a Praça Sete, a Praça Afonso Arinos, etc. Alguns locais novos apareceram também, bem como locais incomuns, como o zoológico e o Parque Ecológico da Pampulha. Minha supresa foi ver o Half pipe do Mineirinho, local onde sempre andei com meu pai , tanto de skate como de bike. Chamei o velho pra ver  e ele também curtiu, principalmente a parte onde mostra nossos picos.

No mais, queria parabenizar a galera que produziu e atuou no filme: O diretor Gustavo Carneiro e os roteiristas Frederico Naroga, Diego Sarmento e Ricardo Mohr, os riders Biano Bianchin, Daniel Crazy, Jay Alves, Carlos Ribeiro e Renato Souza e a Converse por apoiar a iniciativa. Muito foda galera!

Mais infos sobre o filme, sobre os riders e todo o processo, bem como imagens do making of e respectivas publicações vocês conferem no blog da Converse.

Vendo esse filme, bateu uma saudade daqueles tempos! Acho que todos os dedos dos pés quebrados e os dois braços não foram suficientes pra minguar o sentimento. Tô achando que vou comprar um carrinho novo! Essa semana eu já quis uma bike de freeride de novo e por pouco não cometi uma loucura…tô sentindo que os velhos tempos estão voltando!

Diego Sarmento, Biano Bianchin, Daniel Crazy e Luis Bicalho em BH (Foto: Alex “Queixada”)

Renato Souza – Polejam (Foto: Alex “Queixada”)

Gustavo Carneiro e Biano Bianchin (Foto: Alex “Queixada”)

Ao som de Broken Social Scene – Almost Crimes (Acoustic).

iTunes + TOC = Biblioteca Impecável

Publicado em Cinema, Música, Outros por Juliano Sacramento em 23 agosto, 2009

A minha vida inteira, convivi com meus ticks nervosos ou TOCs ( Transtorno Obsessivo Compulsivo; Do inglês, OCD – Obsessive Compulsive Disorder). Confesso que tive uns bem graves ainda na infância. Por exemplo, se passase por uma porta em um sentido, eu tinha que voltar e passar pela mesma porta no sentido contrário. Resumindo, eu tinha que entrar e sair de qualquer lugar pela mesma porta. Isso me impedia de ir a certos lugares. Um outro exemplo que nem tinha tanta importância assim, mas me tirava do sério. Se eu estivesse falando sobre determinado assunto e quisesse citar alguém, mas não me lembrasse ou ninguém com quem eu estivesse falando lembrasse, eu não sossegava enquanto não descobrisse o nome da pessoa!

Bom, ter TOCs é uma coisa normal e todos nós temos, alguns mais simples, outros mais graves e até os bizarros. Um dos que eu tenho hoje é com a organização. Existem certas coisas que não posso deixar desorganizado de maneira nenhuma. uma delas é minha biblioteca de músicas no iTunes. Inicialmente com 60GB quando a transferi para o meu iPod Video 160Gb, notei o quão acentuado estava esse TOC. Dois álbuns apresentavam capas duplas no iPod, mesmo estando com a opção “compilation” marcada. Uma pessoa normal, nem ligaria ou no máximo arrumaria somente os dois álbuns, certo? Certo! Mas minha obsessão com a organização me fez repassar toda a minha biblioteca do iTunes, atualmente com 40Gb e quase 500 álbuns selecionados (Imaginem, em tempos anteriores, uma estante com 500 discos de vinil…), a fim de corrigir pequenos deslizes e falhas, como a reparada!

Para vocês terem uma idéia da complexidade da coisa:

  • Não tenho músicas soltas, apenas álbuns completos. Se baixo um álbum com uma música faltando, o excluo e procuro por um completo novamente
  • Confiro a tracklist do álbum com a tracklist descrita para o mesmo na Wikipedia ou na iTunes Store/Amazon, bem como as informações de gênero e ano de lançamento. Caso algo não bata, ou não seja uma versão existente, deleto o álbum
  • Todos os álbuns são catalogados com o número de faixas, de discos, ano de lançamento, gênero e capas, cada uma devidamente corrigida no Photoshop e redimensionada para o tamanho de 500px x 500px
  • Existem critérios para os nomes das faixas e dos artistas. Todas as iniciais são maiúsculas, até as das preposições, exceto casos especiais como a hora, e.g. 2 am. Faixas com descrições extras como artista convidado, local ou tipo de gravação tem as mesmas colocadas em parênteses, e.g. Bartender Feat. Akon ou Californication (Live At Slane Castle ). Faixas bônus tem a observação entre colchetes, e.g. [Bonus Track].
  • Vários outros critérios para agrupamento, descrição e compilação.

Pode parecer complexo demais, mas não é tanto. O fato é que esse trabalho iniciado em Abril deste ano foi concluído hoje com primor. Daqui pra frente, tudo será mais fácil visto que a cada nova adição de álbum, o processo será mais simples por se tratar de apenas um único álbum! Sortudo é meu irmão que vai ficar com esse MacBook e de quebra vai levar a biblioteca impecavelmente organizada!

Deu pra ver que os TOCs ou ticks nervosos não são tão ruins assim. Em alguns casos, como esse, são de grande utilidade! E você, tem algum? Diz aí!

Edit: Depois de um feedback massa sobre esse post, meu amigo Jeff Münchow deu a dica deste curta francês, entitulado “Dix” (Pt. Dez) que conta a história de um cara que tinha um TOC. Por incrível que pareça, tive esse TOC quando mais novo pois o chão da sala aqui de casa é quadriculado! Valeu Jeff!

Ao som de The Rolling Stones – Miss You Feat. Justin Timberlake.